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9 de novembro de 2012

Vamos ver e consumir arte !

Artigo Rio - Feira de Arte
O Rio de Janeiro recebe entre os dias 8 e 11 de novembro a primeira edição da ARTIGO Rio, feira de arte contemporânea com obras a preços acessíveis, que reúne cerca de 30 galerias e coletivos artísticos nacionais e estrangeiros, no Centro de Convenções SulAmérica. Idealizada pelo curador e artista plástico Alexandre Murucci, a ARTIGO busca aproximar novos colecionadores do mundo das artes visuais, oferecendo obras de qualidade, de jovens artistas expoentes ou em meio de carreira, a um valor médio entre R$ 500,00 e R$ 3 mil e teto de R$ 17 mil o trabalho mais caro.

“Há um nicho pouco explorado no Brasil, impulsionado pela expansão do circuito de arte e sua popularização para a classe média, mas que é tendência de mercado na Europa e nos EUA, onde já acontecem, com frequência, diversas feiras similares. E a ARTIGO vem para preencher esse espaço”, defende Murucci.

A feira apresenta um modelo transparente de exposição das obras, em que cada galeria apresentará, de maneira clara e ao alcance do público, informações sobre os artistas e preços dos trabalhos expostos. Além disso, todos os participantes têm o compromisso de expor 70% das obras à venda com preço médio entre R$ 500,00 e R$ 3 mil. “Apesar do boom das artes no país, o brasileiro ainda vê a obra de arte como um objeto caro, inacessível. Por isso, nossa proposta é oferecer obras com valores acessíveis e uma dinâmica de maior clareza nas informações e preços, pois a pessoa que vier à nossa feira
tem que ter certeza de que não há preços flutuantes – é tudo como numa vitrine de shopping. Queremos que o público vá à ARTIGO para comprar de fato, e não apenas olhar, como num museu”, explica o idealizador.

Entre as galerias e coletivos de arte presentes estão nomes, como as cariocas Artur Fildago, Öko Arte Contemporânea, Cosmocopa Galeria de Arte e Sergio Gonçalves Galeria, a mineira Minas Contemporânea, a estrangeira AVA Gallery, de Helsinki (Finlândia), e o projeto virtual FaceArte.

A entrada da feira custa R$ 10,00 e o transporte oficial do evento é o MetrôRio, cuja estação Estácio localiza-se próxima ao evento. O acesso ao local pode ser feito também por ônibus e carro, com estacionamento disponível no próprio Centro de Convenções SulAmérica.

Eventos paralelos
A ARTIGO promove ainda uma série de ações paralelas durante o evento. Entre os dias 8 e 11 de novembro, o Centro de Conveções SulAmérica abriga o Fórum ARTIGO, série de debates e palestras dedicados ao mercado de arte, ao colecionismo e a jovens artistas, entre outros temas.

O evento promove também o Prêmio ARTIGO de Arte Contemporânea, que premiará galerias e artistas participantes da feira em três categorias: Artista Revelação, para artistas iniciantes; Projeto Trajetória, para artistas em meio de carreira; Melhor Obra, para a galeria que apresentar a obra com melhor custo benefício e de maior impacto junto ao público (prêmio por votação popular).

Informações - www.feiraartigo.com.br ou www.facebook.com/artigorio 
 
 
SERVIÇO 
 
Evento: Artigo Feira de Arte Contemporânea

Tipo: Aberto ao público

Forma de Ingresso: Pago
R$ 10,00 (dez reais) - desconto de 50% para usuários do cartão pré-pago do MetrôRio.
 
Data: 06 a 11 de Novembro de 2012
 
Local: Centro de Convenções SulAmérica 
Av. Paulo de Frontin, 1
Cidade Nova | Rio de Janeiro | RJ 
(21) 3293-6700
 
Localização Interna: Salão Nobre

Galerias Participantes:
Almacén Galeria
A Artéria Art Projects
Ágora
Amarelonegro
Artur Fidalgo Galeria
AVA
Caza Contemporânea
Coleção de Arte
Cosmocopa Arte Contemporânea
DeSouza Lindner Art Projects
Dumaresq
Espaço Ernani Arte
Essensz Galerie
Face Arte
Filé de Peixe
Galeria Vertical
H. Rocha Galeria
Imagemgrafia
Luiz Fernando Landeiro
Metara Galeria
Minas Contemporânea
Move Institute
Öko Galeria
Orlando Lemos Galeria
Sergio Gonçalves Galeria
Solo Project - Heleno Bernardi
Tato di Lascio Galeria de Arte
TNT Arte

Apoio: SINDMÓVEIS & DECORAÇÕES, SINTENRJ, Vinícola Aurora

Transporte oficial: MetrôRio
 
 
 
* Programação sujeita a alterações sem aviso prévio.
** As informações aqui contidas são de inteira responsabilidade do organizador do evento, consulte-o.
 
 

26 de julho de 2012

Pra quem vai viajar

Londres


33 artistas brasileiros tomam Londres

Até o dia 8 de setembro, estarão expostas na Casa Brasil, na Somerset House, em Londres, uma série de obras, envolvendo pinturas, fotografias, videoinstalações e esculturas, de artistas e designers brasileiros.
Intitulada From the Margin to the Edge: Brazilian Art and Design in the 21st Century (em português, Da Margem ao Limiar: Arte e Design Brasileiros no Século 21), a exposição foi organizada pelo Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, reunindo 33 grandes nomes de nossa cultura artística, sendo estes: Adriana Varejão, Alex Flemming, Angelo Venosa, Amador Perez, AoLeo, Ascânio MMM, Berna Reale, Caio Reisewitz, Cao Guimarães, Claudia Moreira Salles, David Cury, Eduardo Coimbra, Emmanuel Nassar, Gilberto Paim & Elizabeth Fonseca, João Penoni, Jum Nakao, Laura Erber, Laura Lima, Marcone Moreira, Marcos Chaves, Maria Laet, Maurício Azeredo, Maurício Dias & Walter Riedweg, Nelson Leirner, Raul Mourão, Regina Silveira, Rico Lins, Rochelle Costi, Rodrigo Braga, Rodrigo Calixto e Zé Carlos Garcia.

http://www.eye4design.com.br/insights#somerset-house

 http://www.somersethouse.org.uk/

 21 July – 8 September 2012
Daily 11.00-19.00, Thursdays 11.00-21.00
Embankment Galleries, South Wing
Free admission


http://www.somersethouse.org.uk/visual-arts/from-the-margin-to-the-edge 



Paris


La Tendenza

Architectures italiennes 1965-1985

Expositions au Centre
20 juin - 10 septembre 2012
11h00 - 21h00






 http://www.centrepompidou.fr/Pompidou/Manifs.nsf/AllExpositions/DCA9354D46FCB800C125795F004B4956?OpenDocument&sessionM=2.1.1&L=1&form=Actualite



Nova York

Century of the Child: Growing by Design, 1900–2000

July 29–November 5, 2012


Ladislav Sutnar. Prototype for Build the Town Building Blocks. 1940–43. Painted wood, large block: 1 3/4 x 2 3/4 x 2 3/4″ (4.4 x 7 x 7 cm). The Museum of Modern Art, New York. Gift of Ctislav Sutnar and Radoslav Sutnar

http://www.moma.org/visit/calendar/exhibitions/1239



17 de julho de 2012

Na Caixa Cultural

Dalí Exposição – Divina Comédia

Salvador Dalí (1904-1989), mestre do surrealismo, é famoso pelas suas telas de imagens inusitadas, com alusões fantásticas ao mundo dos sonhos e do subconsciente. Além de pintor, Dalí também foi escultor e gravurista. Dalí fez gravuras para grandes clássicos da literatura ocidental. Destas obras, uma das mais apreciadas é a série em aquarela da visão do pintor sobre a alegoria poética A Divina Comédia de Dante Alighieri (1265-1321), um dos maiores poetas renascentistas.
Salvador Dalí criou uma centena de aquarelas entre 1950 e 1960 por encomenda do governo italiano, no âmbito das comemorações dos 700 anos do nascimento de Dante. Com a colaboração dos editores Joseph Foret e Jean Estrade, no atelier deste último foram impressos alguns conjuntos de cem gravuras da obra de Dalí, depois apresentados em Paris, em momentos diferentes, nomeadamente, em 1960, o “Inferno”, em 1962, o “Purgatório” e, em 1964, o “Paraíso”.
Para Dante, homem-síntese da Idade Média, a finalidade da vida humana era buscar o bem e a verdade, que só em Deus se encontravam. Sua obra poética é, sem dúvida, uma das maiores da literatura universal, transcendendo o contexto histórico-cultural em que foi produzida. Mas esta teria sido escrita na época para reformar moralmente o mundo, que Dante via imerso em situação pecaminosa; para despertar nos homens a consciência da redenção. As gravuras de Dalí percorrem a viagem imaginária de Dante, desde os círculos infernais, acompanhado por Virgílio, até ao centro da terra, onde encontra Lúcifer. Depois regressando à superfície terrestre, sobe a montanha do purgatório, para, guiado pela sua amada Beatriz, ser admitido no paraíso.
No total são 100 imagens que ilustram um a um os cantos do poema épico de Dante.  Além do diálogo entre literatura e artes plásticas, protagonizado por Dante e Dalí, soma-se a música de Franz Liszt, que com sua Sinfonia Dante, ambientará as salas da exposição na Caixa Cultural.

Classificação Etária: Não recomendado para menores de 12 anos

Acesso para portadores de necessidades especiais

Informações
Data: terça-feira, 17 de julho de 2012 – domingo, 2 de setembro de 2012
Horários: TER > SAB e FE: 10h00 > 22h00; DOM: 10h00 > 21h00
Local: CAIXA Cultural – Av. Almirante Barroso, 25 – Centro
Organizado por: Arte A Produções
Em colaboração com: IICRio – Istituto Italiano di Cultura do Rio de Janeiro e CAIXA Cultural
Entrada Franca

http://salvadordali.com.br/

13 de julho de 2012

No Paço Imperial

Coleção Itaú de Fotografia Brasileira

01 de Junho a 05 de Agosto

Paço Imperial (Rio de Janeiro)


Com curadoria de Eder Chiodetto, a mostra exibe obras pertencentes ao Banco Itaú. Criado há quase um século, o acervo conta hoje com 12 mil obras, entre pinturas, gravuras, esculturas, fotografias e instalações. Esse importante conjunto, cobre toda a história da arte brasileira, com peças referenciais de cada movimento e estilo.
“Nesta mostra, um recorte da Coleção Itaú de Fotografia com obras realizadas nos últimos 60 anos, optou-se por reunir as obras experimentais dos fotoclubes com trabalhos contemporâneos, estabelecendo um espelhamento lúdico. Relações formais, mas sobretudo uma semelhante atitude libertária diante da representação fotográfica, ecoam entre os dois tempos. Salienta-se assim que a evolução de uma linguagem não se dá de forma linear, mas em vertiginosas espirais desenhadas pelo tempo e pela cultura”, afirma Eder Chiodetto.
A exposição é fruto de uma parceria entre o Itaú Cultural e o Paço Imperial, que já proporcionou a realização de inúmeras exposições, graças ao alinhamento da missão das instituições ao fomentar e difundir o cenário artístico nacional.
Paço Imperial
Praça XV de Novembro, 48
Centro – Rio de Janeiro
De terça a domingo, das 12h às 18h.

http://www.artrio.art.br/

18 de maio de 2012

No Centro Cultural Correios

Exposições

ADIR BOTELHO – Gravador de Sonhos

ADIR BOTELHO – Gravador de Sonhos


Uma importante coleção de xilogravuras, do gravador carioca Adir Botelho, poderá ser conferida a partir do dia 17 de maio, no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro. Com curadoria Lani Goeldi, a mostra faz um passeio pelo instigante universo da xilogravura do artista que foi assistente de Raimundo Cela e Oswaldo Goeldi e também teve projeção como decorador de grandes ambientes, como a ornamentação da Avenida Presidente Vargas para o carnaval.
A exposição reúne três séries do artista: Pedra Bonita, Caldeirão, Catumbi e outras xilogravuras inéditas, num total aproximado de 65 obras. “Adir Botelho descreve seu cotidiano com uma chama de entusiasmo que jamais se apaga. A memória do artista transcende o tempo e o espaço e, literalmente, nos faz vivenciar os locais impressos em suas gravuras” comenta a curadora.
O artista tem forte ligação pela técnica, que utiliza a madeira como matriz, reproduzindo a imagem gravada sobre o papel. “O que faz a sugestividade da xilogravura (de xylon = madeira e graphe = gravar) é a atmosfera de liberdade que ela cria. Gravar em madeira é uma necessidade da criatividade humana, uma forma de questionar a natureza. Não se pode reinventar a xilogravura: ela será irresistível enquanto se mantiver fechada sobre o núcleo central de sua própria força. Gravar em madeira é uma aprendizagem constante, construção contínua de um saber profissional e humano. Tudo nela é expresso de maneira simples, objetiva. Índice de cultura, a xilogravura possui sua própria vida, sua própria história. Seu ofício não é em si mais do que um meio. O ato xilográfico que damos a ele é o que realmente importa”, observa o artista.

Serviço:
Exposição: “Adir Botelho – Gravando Sonhos”
Abertura: 16 de maio, ás 19h (para convidados)
Visitação: 17 de maio a 24 de junho de 2012 – ter a dom, das 12 às 19h
Local: Centro Cultural Correios (Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro)
Informações: 2253-1580
Patrocínio: Correios
Realização: Centro Cultural Correios
Acesse: www.correios.com.br




Oceanos
Exposição reúne fotos inéditas do fundo do mar, captadas durante realização do filme “Océans”, e sensibiliza o público para a conscientização ambiental.

Oceanos Oceanos Oceanos


Cerca de 35 fotos inéditas, captadas pela equipe de produção do filme “Océans”, de Jacques Perrin e Jacques Cluzaud – longa coproduzido pela Disneynature e ganhador do César 2011 de melhor documentário (prêmio considerado o “Oscar” francês) – estão na exposição “Oceanos” que o Centro Cultural Correios e a Aliança Francesa realizam no período de 16 de maio a 1º de julho. O objetivo é de contribuir para a conscientização ambiental por ocasião da Rio+20 - Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável - que acontece entre 13 e 22 de junho no Rio de Janeiro.
Baseada na ideia de “ser peixe entre os peixes”, a equipe de Perrin e Cluzaud chegou a construir três tipos de câmeras inéditas, a fim de poder circular naturalmente entre os habitantes dos cinco oceanos da Terra. Entre elas, a Thétys, uma câmera colocada na ponta de uma grua, fixada na embarcação, para filmar as baleias jubarte, no Alasca. O resultado foi impresso em metacrilato (acrílico). O tamanho padrão das imagens é de 0,75m X 0,50m, sendo que seis fotos são impressas em painéis de 1,20m X 0,80m.
Para além do aspecto ambiental, de conscientização sobre a preservação da natureza, a mostra pretende ser uma fonte de informação sobre os animais, curiosidades e a maneira como se comportam. É o caso do elefante marinho da ilha de Guadalupe. A equipe conseguiu tal aproximação do animal, que é possível notar um olhar quase “incrédulo” diante da câmera especial. Ou, então, os ancestrais da iguana marinha, que voltaram ao mar para obter o alimento que as ilhas Galápagos, quase desertas, não ofereciam a eles. E há os exóticos, como o peixe shrek, que é munido de monstruosos tumores que incham seu crânio e seu queixo. Um dado curioso é que essas deformações só surgem com a idade, quando a jovem fêmea “elegante” se transforma em “macho velho”, ou seja, o peixe nasce fêmea e morre macho.
Há ainda situações praticamente inéditas ou esquecidas, como o empilhamento de milhares de caranguejos reunidos para mudança de pele no sul da Austrália. Os crustáceos cobrem o fundo do mar com um metro de espessura. “Últimas testemunhas de uma riqueza acabada, essas indescritíveis abundâncias eram comuns antes do homem industrial”, comenta Perrin. “E elas nos lembram que a ‘amnésia ecológica’ está nos atingindo, pois cada um considera a natureza que descobre em sua infância como original. Assim, de geração em geração, aceitamos o inaceitável empobrecimento, pois não podemos medir a extensão global do desastre”, completa.
“A vantagem desse conjunto de fotos em relação ao filme é que, além de inéditas, essas imagens, estáticas, prolongam a aventura da filmagem e permitem que o espectador leve o tempo que precisar para absorver as informações e a beleza do mundo subaquático”, explica Yann Lorvo, diretor geral da Aliança Francesa no Brasil.

Sobre o filme.
Os diretores Jacques Perrin e Jacques Cluzaud já haviam realizado em 2001 um documentário similar, voando com os pássaros em migração (“Le peuple Migrateur”). Jacques Perrin, ator e diretor, sempre viveu no meio artístico desde sua juventude, em Paris, e criou a sua própria empresa de produção, a Galatée Films, que financiou a realização de “Oceanos” durante quatro anos. O objetivo foi criar uma proximidade entre as câmeras e os animais marinhos, permitindo participar do espetáculo e não apenas observar. Foram quatro anos de aventura para imergir-se no mundo animal. Uma aventura humana nos oceanos, através das tempestades e tormentas; sem poder distinguir o céu do mar, por causa da espuma que tornava tudo similar. Os realizadores contaram o tempo todo com a ajuda de cientistas e de centros oceanográficos do mundo inteiro, fazendo dessa obra um trabalho internacional, sem fronteiras, ultrapassando as técnicas clássicas dos filmes documentários.

Serviço:
Exposição: “Oceanos”
Abertura: 16 de maio, às 19h
Visitação: de 17 de maio a 1º julho de 2012 - de terça a domingo, de 12h as 19h – GRÁTIS
Apoio Cultural: Correios
Realização: Centro Cultural Correios e Aliança Francesa.

6 de março de 2012

No Hélio Oiticica

Charles Chaplin, das telas para o museu

Depois de passar por Suíça e França, a primeira grande mostra sobre o ícone do cinema mudo chega ao Rio

 

O Globo

Catharina Wrede
Publicado:
Atualizado:


Foto em cartaz na mostra, que inaugura nesta segunda-feira, no CaHo
Foto: Divulgação

Foto em cartaz na mostra, que inaugura nesta segunda-feira, no CaHo Divulgação
RIO - Com o triunfo cinematográfico do filme francês "O artista", de Michel Hazanavicius, uma nostálgica onda em preto e branco parece ter tomado conta do momento. O charme silencioso do cinema mudo caiu, novamente, nas graças do público, e não é de se espantar que um dos ícones do gênero, Charles Chaplin, seja tema de uma grande exposição — a maior já feita no mundo sobre ele, e que chega amanhã ao Rio, onde será inaugurada, às 18h, no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica.— De fato, há uma retomada desse tema, mas, no caso desta exposição, não é uma questão de nostalgia. Não para mim — diz o curador francês Sam Stourdzé, diretor do Musée de l’Elysée, em Lausanne, na Suíça. — Realmente acredito que Chaplin pode ser muito moderno e até contemporâneo. O que ele fez continua muito atual. Seu envolvimento na política, como em "O grande ditador" (de 1940), ou sua abordagem da relação entre homem e máquina, em "Tempos modernos" (1936), são exemplos disso.

Três anos de pesquisa
"Chaplin e sua imagem" é a primeira grande mostra concebida a partir dos arquivos da família Chaplin, que cedeu um raro e vasto material a Stourdzé. Durante três anos (de 2006 a 2009), ele mergulhou em dez mil imagens e documentos do artista para uma pesquisa apurada.
— O conceito da exposição não é biográfico, e sim temátio. Quis criar um diálogo entre as fotografias de arquivo e os filmes, e, neste sentido, minha ideia foi mostrar a construção de cada filme e o que acontecia por trás deles.
Dividida em quatro grandes temas ("A criação de Carlitos", "Chaplin como cineasta", "Da fama ao exílio", e "Fala Chaplin, morre Carlitos"), a mostra já passou, além do Musée de l’Elysée, por outras instituições na Europa, como o Jeu de Paume, em Paris, e foi, em novembro do ano passado, para o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo — em sua primeira incursão pela América Latina.

"A criação de Carlitos" traz fotografias e trechos de filmes que reconstroem a imagem do principal personagem de Chaplin, e é possível notar que, em sua primeira exibição na tela, em 1914, Carlitos era uma figura mais trapaceira e antipática do que o vagabundo triste e solitário que ficou conhecido. Outro destaque da mostra é o módulo "Chaplin como cineasta", em que por meio de fotografias de bastidores e pequenos making ofs de filmes, é possível perceber o perfeccionismo do diretor.
— Do que mais gosto desta exposição, além do fato de não ser óbvia, é de ficar observando o público rindo do que vê. Não é normal ouvir pessoas gargalhando dentro de um museu, e acho que isso é importante — reflete Stourdzé.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/charles-chaplin-das-telas-para-museu-4200655#ixzz1oIpAZBY3

4 de março de 2012

No Centro Cultural Justiça Federal

Simplesmente Doisneau, uma iniciativa da Aliança Francesa do Brasil, é o título da exposição, inédita no país, que celebra o centenário de nascimento de Robert Doisneau. Um dos maiores nomes da história da fotografia mundial, desde o início da carreira ele se mostrou apaixonado pela poesia do cotidiano, a ponto de desenvolver um novo modo de pensamento visual, audácia esta colocada a serviço de um pensamento social rigoroso. Influenciado pelas obras de Henri Cartier-Bresson, Eugène Atget e André Kertész, ganhou fama por fotografar a vida social de Paris e de seus arredores, sem distinção de classe social: uma visão da fragilidade humana e das contradições da vida. Robert Doisneau morreu em 1994.
Curadoria: Agnès de Gouvion Saint-Cyr

De 08/03 a 17/06
Terça a domingo,
das 12h às 19h
Galerias do 2º andar
Av. Rio Branco, 241 – Centro, Rio de Janeiro